COLESTEROL: um aliado ou vilão ? 18/11/2017




O colesterol desempenha funções essenciais no organismo, como a produção de alguns hormônios, tais como vitamina D, testosterona, estrógeno, cortisol e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras

 

No entanto, o seu excesso é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. O alerta é do médico cardiologista e cooperado da Unimed, Dr. Alexandre Klita, que orienta sobre as causas, consequências e formas de prevenção.

Muitos fatores podem contribuir para o aumento do colesterol, segundo o médico, como tendências genéticas ou hereditárias, obesidade, idade, gênero, diabetes e sedentarismo. Porém, um dos fatores mais comuns é a dieta, já que 30% do colesterol do organismo é proveniente da alimentação. As gorduras, sobretudo as saturadas, presentes em alimentos de origem animal, contribuem para a elevação do colesterol sanguíneo.

“Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e grãos evita o aumento do colesterol, além da prática de exercícios físicos e evitar o fumo e o estresse. Em alguns casos está indicado o uso contínuo de medicamentos”, esclarece Dr. Klita. Sobre os medicamentos para o tratamento do colesterol alto, o médico afirma que as estatinas são, atualmente, os mais utilizados. Por outro lado, não são as únicas drogas disponíveis no mercado, porém, de acordo com o especialista, são as que apresentam os melhores resultados nos estudos científicos.

Dr. Márcio Borges, médico cooperado e cardiologista, esclarece que, além de uma dieta balanceada, rica em fibras, frutas, legumes e verduras, a prática de exercícios e o controle do peso corporal também ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL). O médico afirma ainda que, o auxílio de exercícios físicos supervisionados, além de ajudar na redução do colesterol, também pode haver um aumento no nível sanguíneo do bom colesterol (HDL).

Tipos e sintomas

Dr. Márcio explica que existem dois tipos de colesterol. O HDL é chamado de “colesterol bom”, pois forma uma classe de lipoproteínas que ajuda a carregar o colesterol do ateroma dentro das artérias, e transportá-lo de volta ao fígado para ser excretado. Já o LDL, chamado de “colesterol ruim”, transporta o colesterol de células que mais produzem do que usam, para as células que mais necessitam. É considerado ruim, segundo o médico, pela relação existente do alto índice de LDL com doenças cardíacas. 

“Quando em excesso, o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias, que são os vasos que levam sangue para os órgãos e tecidos, determinando um processo conhecido com arteriosclerose. Se esse depósito ocorre nas artérias coronárias, pode ocorrer angina, ou conhecida dor no peito, e infarto do miocárdio. Se ocorre nas artérias cerebrais, pode provocar acidente vascular cerebral, o popular derrame”, destaca.

Com relação aos sintomas, o especialista alerta que não existem sintomas típicos de colesterol alto, já que é possível ter um nível elevado e não sentir absolutamente nada. “Somente com o exame de sangue é que podemos detectar o nível de colesterol”, afirma ao esclarecer que as taxas de colesterol apontadas em exames se referem à soma do colesterol HDL e colesterol LDL e que a taxa é considerada boa quando está abaixo de 200, suspeita quando está entre 201 e 239 e elevada quando está acima de 240.

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